sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pedalada das Lulus.

Uma amiga me chamou a atenção para algo interessante: as mulheres, mais do que os homens, têm medo de começar a pedalar porque não querem enfrentar o trânsito, são mais inseguras quanto à própria bicicleta quando estão há muito tempo sem andar e podem ter vergonha de pedir a um homem para acompanhá-las.

Pensando nisso, resolvi juntar um ruma de mulher para uma pedalada de leve, no final da tarde de amanhã, sábado, 14 de janeiro.

A ideia é muito simples e não tem nenhum caráter competitivo. É pra gente perder o medo mesmo e fazer uma reunião bacana de mulheres num passeio saudável e divertido.

Como brincar nunca é demais, que tal irmos de roupas cor-de-rosa?? É bom que chama mais atenção no trânsito, já que nem todo mundo tem todos os equipamentos de segurança.



Evento: Pedalada das Lulus.
Dia: 14 de janeiro de 2012.
Concentração: 16h, na lateral do semáforo da UnP da Roberto Freire, Capim Macio, Natal.
Rota: Campus universitário.

Não esqueçam de ir de luvas, capacete, verificar as pilhas do sinalizador traseiro e levar água numa mochilinha, quem não tiver o suporte da bike pra garrafinha. Quem não tiver nada disso (o ideal seria comprar ao menos o sinalizador traseiro), vá de roupa muito chamativa!


A propósito, as mais experientes que quiserem amadrinhar essas aprendizes de ciclistas aqui e acompanhar nesse passeio de leve são mais do que bem vindas!

E vamos simbora!!!

;)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Falta de respeito: é preciso mudar!

Quem andou acompanhando as últimas notícias em Natal deve ter visto o caso do ciclista que foi atropelado na segunda-feira enquanto pedalava na Rota do Sol. Era Anderson Santa Clara, um paulistano radicado na Bahia, de 34 anos, que se aventura nos pedais há quase 3 anos em Natal. O atropelamento aconteceu na segunda-feira, por volta das 18h30, na Rota do Sol. Anderson contou que voltava de uma trilha com mais dois amigos, pelo acostamento, no sentido da via, quando levou o baita susto.

"Por falta de opção passamos pela Rota do Sol para ter acesso as trilhas, mas tomamos ainda mais cuidado nesta época do ano por causa do número de carros, que é maior. Tínhamos ido fazer trilha em alcaçuz. Vinhamos devagar, e vi um ônibus se aproximando pela faixa da esquerda. Quando o ônibus estava passando por nós, ouvi o barulho de freio. O cara que me atropelou deve ter perdido a noção de espaço e me atingiu no acostamento, me jogando no meio da pista.", relata o ciclista. O veículo atingiu a roda traseira da bicicleta de Anderson, que conseguiu se equilibrar ainda na dianteira e caiu em pé, sem machucados. Mas a magrela não teve a mesma sorte e sofreu bastante prejuízo.

"O motorista fugiu e eu não consegui ver direito o carro. Era dirigido por um homem. Liguei para colegas que estavam mais à frente e que anotaram a placa. O veículo já foi identificado, o Boletim de Ocorrência foi feito e vou entrar com um processo na justiça para ressarcimento de danos", afirma.


A Rota do Sol, que começa em Ponta Negra e vai até Pium, é preferida por ciclistas pelo comprimento, por ter acostamento e levar à trilhas próximas ao litoral sul. Mas, no verão, o aumento no fluxo de veículos deixa a via mais perigosa.
Foto: Elisa Elsie/Tribuna do Norte
Logo depois do acontecido, um movimento foi feito através do Facebook, com um texto que chegou até mim nessa formatação:
Hoje, segunda a noite, nosso amigo Anderson Santa Clara foi ATROPELADO quando pedalava na Rota do Sol! O motorista, que não prestou socorro, utrapassava um onibus pela direita qdo o acertou. Por sorte o prejuizo foi só material, ele saiu praticamente ileso.


A questão é: Vai precisar um dos ciclistas que usam a rota do sol MORRER para alguém tomar uma providencia? uma campanha de concientização, uma marcação no asfalto... 
Em fim, somos muitos e juntos temos força. Tá na hora de EXIGIR que algo seja feito para segurança de todos!
O acidente de Anderson e de tantos outros que acontecem - inclusive na Via Costeira e na Rota do Sol - em muitas vezes são frutos de irresponsabilidade e falta de respeito. Aliás, é triste ter que ficar voltando ao mesmo assunto. Mas se não insistirmos nele, o cenário nunca vai mudar. 

Na minha opinião, uma das principais medidas de prevenção de acidentes - além, é claro, do respeito às leis de trânsito e da educação de todos, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres - é a disposição de vias específicas para as bikes. Ciclovias, faixas de segurança e sinalização são fundamentais, em qualquer lugar do mundo. Já falei sobre isso aqui, em Natal e no RN estes dispositivos são raros e, quando existem, são mal cuidados e carecem de manutenção. Quem não lembra do imbróglio que foi a quanto a ciclovia da Via Costeira, quando a avenida foi reformada? Houve toda uma confusão envolvendo a questão ambiental (a ciclovia ficaria ao lado do Parque das Dunas) e a segurança (o lado da praia tem muitas entradas e saídas de hoteis e movimentos de carros). Veja matérias da época aqui aqui


Anderson, que antes de se aventurar pelo ciclismo já fez vários outros esportes, lamenta: "tem motorista que tem espírito de porco e faz questão de tirar fino do ciclista. A pequena infra estrutura que tinha acabou, a da Via Costeira. Todas as cidades mundo afora estão criando alternativas para que os moradores deixem o carro em casa e transitem com outros veículos. Natal está seguindo caminho inverso, totalmente contra a -tendência mundial". É, Anderson, pra mim isso se chama "o governo-pouco-se-lixando-pro-bem-estar-da-população". Vergonha.


CURIOSIDADES

Uma notícia, de 5 de janeiro deste ano, mostra que 15% dos acidentes em uma cidadezinha da Espanha, Albacete, ocorrem com ciclistas e pedestres. Tem a matéria completa aqui, em espanhol. 

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos mostrou dados interessantes: "os acidentes relacionados ao ciclismo são responsáveis por aproximadamente 900 mortes, 23.000 internações hospitalares, 580.000 visitas ao departamento de emergência e, a mais de 1,2 milhões de visitas médicas, por ano, nos EUA". Não usar capacete, automóvel envolvido e ambiente inseguro são três dos fatores apontados como agravantes dessas estatísticas. "Em geral, as colisões com outros veículos e a alta velocidade são responsáveis pelos acidentes fatais", dizem ainda os autores. O texto da reportagem sobre a pesquisa fala ainda sobre causas, lesões, prevenção e tipos de trauma.

DICAS
Para os inciantes, Anderson Santa Clara dá dicas:
- Sempre procurar locais de pouco trânsito de veículos
- Fazer trilhas com grau de dificuldade baixo, até se acostumar

Para quem não pode evitar o trânsito, vai mais algumas:
- Usar sempre os equipamentos de segurança e usar o pisca traseiro ligado mesmo de dia
- Andar sempre no acostamento ou na faixa da direita no mesmo sentido do fluxo de carros

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Voltei, com segurança.

Como prometido, voltando às atualizações do blog depois da confusão que foram os final e começo de ano.
Vendo as estatísticas aqui percebi que, com apenas 6 postagens, o blog teve quase mil visualizações! Gente, vocês não imaginam como fiquei feliz. Espero conseguir manter o ritmo e que as contribuições com temas e histórias não parem. 

Para voltar, ia falar novamente sobre segurança, dessa vez referente ao acidente que aconteceu segunda-feira na Rota do Sol. Mas ainda estou tentando conversar com o rapaz que foi atropelado (e, ainda bem, passa bem) para ter mais detalhes da história. 

Enquanto isso, achei por bem falar um pouco sobre equipamentos de segurança, já que estão diretamente ligados ao assunto de amanhã. É feijão com arroz, mas de iniciante para iniciante, acho que rola, né? Hoje à noite mesmo, conversando com um amigo sobre isso ao telefone, ele frisou enfaticamente (com toda redundância possível): a lanterna traseira é a mais importante! E não foi a primeira vez que ouvi essa exclamação com tanta veemencia. Mas, por quê?

Bom, de acordo com a lei de trânsito brasileira o ciclista deve andar na faixa de baixa velocidade, próximo à calçada, no sentido do fluxo de carros, caso não haja uma ciclovia disponível. Andar na calçada não pode, eu aprendi isso depois que comecei a pedalar (assim como eu, milhares de motoristas brasileiros não fazem a menor ideia de onde deve andar o ciclista e fazem comentários do tipo "por que não vai para calçada, maluco?!?"). Ora, se você está de costas para os carros que vêm em sua direção, é fundamental que eles vejam exatamente onde você está, já que vai caber aos motoristas o desvio e afastamento necessário (1,5m, de preferência, como manda a lei) para passar por você. A não ser que algum de vocês tenha olhos nas costas, vai ser difícil se defender de algo que não se pode ver. Então, ilumine sua traseira! Existem lanternas que piscam em várias intensidades e velocidades diferentes com baterias de todos os tipos e tamanhos. Vá até a loja de bikes mais próxima e escolha a sua.

Em segundo, para pensar é preciso estar com a cabeça no lugar. Então, que tal um bom capacete? Eu confesso que ainda estou andando de marginal por aí no pequeno percurso casa-trabalho-casa, mas já encaminhei a pesquisa e devo providenciar o acessório até o final da semana. Como disse uma amiga, "melhor o bolso quebrado que a cabeça quebrada". Fato. Muita gente questiona sobre a eficácia do capacete para ciclista em acidentes sérios. Já estou preparando um post sobre isso também, para breve.




O terceiro elemento fundamental para quem pedala à noite é a lanterna dianteira, o farol. Do mesmo jeito que a traseira, tamanhos, intensidades e tipo de luzes diferentes. Vi pela internet umas com led, bem bacanas, que não doem no olho de quem vê a luz e iluminam bastante o caminho. Uma lanterna dianteira simples, aqui em Natal, custa em média R$ 40. As mais caras podem chegar a R$ 200, ou mais. Aliás, como tudo em equipamento para esporte, quanto mais sofisticado, mais seguro, mais caro.

Além desse top 3, você pode apostar na buzina, nos refletores de aro, espelho retrovisor, luvas, óculos de proteção especial e roupas especiais para ciclismo. Afinal, proteção nunca é demais quando o único para-choques que você tem é você mesmo.

Minha dica: cresça o nível dos investimentos na mesma intensidade da sua frequencia pelo esporte que escolher. Eu, por exemplo, vou pagar R$ 59 num capacete e R$ 39 numa lanterna dianteira. Ganhei uma traseira e já tinha um refletor.

Ah, e se alguém vir um desses para vender, me dá de presente? Me amarrei! 
Achei aqui.


A VOLTA - Só retomei a pedalada para o trabalho nesta quarta-feira. Pneu murcho, não deu tempo de encher na ida, mais esforço. Descia uma ladeira quando o motorista passa por mim gritando "olha a rua!". Brava, gritei de volta "1,5m, viu??". Enfim. Na volta parei para calibrar o pneu da bike no posto, segui pelo asfalto pela primeira vez (sim, desculpem, eu estava usando o calçadão. Mas só porque tinha medo de andar na rua!). A má notícia é que a Avenida Engenheiro Roberto Freire está tão esburaca que a impressão é a de andar numa montanha russa, sem contar o risco por ter que desviar de crateras e irregularidades grandes no asfalto. A boa é que esses mesmos buracos, em alguns trechos, de tão grandes e com o asfalto tão ruim, afastam mais os carros do meio fio. Pedalei 9 km hoje (Viva!) porque passei direto de casa para uma consulta com uma nutricionista muito bacana. Em breve, mais novidades bacanas e novos projetos! Aguardem.

;)