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sábado, 14 de janeiro de 2012

Resultado da Pedalada das Lulus.

A pedalada foi um sucesso!!
Tá bom que só fomos eu e a Laís Moreira, mas acho que - no fim das contas - foi melhor. Aliás, a ideia do pedal de hoje foi dela, e o objetivo era fazer com que ela perdesse o medo de pedalar. Nos encontramos às 16h40 na UnP da Roberto Freire e seguimos até o campus universitário. Depois, voltamos até a Roberto Freire e fomos até Ponta Negra. Tomamos um suco, um açaí, voltei para casa. Ao todo foram 14 km para as duas - já que ela veio sozinha me encontrar, e depois eu fui deixá-la ao lado de casa.

Ok, podem brigar, mas saímos sem capacetes. Por um motivo único: ainda não os temos. Mas os sinalizadores traseiros (viu, Bira?) estavam colocados. A saída foi cedo para evitar o pico do trânsito, e funcionou. O meu GPS não funcionou na hora e não tenho o mapa do trajeto, mas, pelo menos para quem é de Natal, vou descrever aqui o que a gente fez:

- Saímos da UnP da Roberto Freire, seguimos pela avenida até a Solón de Miranda Galvão (aquela rua ao lado do Bompreço que dá acesso ao campus).
- Entramos no Campus Universitário e seguimos pelo contorno até o penúltimo retorno, já na Mor Gouveia.
- Voltamos toda a avenida do contorno do campus e descemos pela Odilon Gomes de Lima (a da academia HiFit). 
- Entramos para parar no posto BR em frente à Ponta Negra Fiat e, de lá, seguimos pela Roberto Freire, voltando, até pouco antes do Praia Shopping. 
- Entramos no bairro pelo Ponto 7, pegamos a esquerda e seguimos até o final da rua lateral do Praia Shopping.
- Pegamos a Rua Praia de Muriú e fomos até a Toca do Açaí.

A Laís segurou bem o tranco. Como o GPS não funcionou, tive que contar a quilometragem depois, aproximadamente, num mapa aqui no Google: 11,8 km juntas, mais 3 km cada sozinha num total de 14,5 km. Um bom trecho para quem está começando.

O percurso foi tranquilo. De logo avisei a ela que levaríamos uns finos de motoristas mal educados. Na ida, fui na frente, mostrando o caminho. Na volta, atrás, por causa do sinalizador, para dar mais segurança à ela. Paramos 2 vezes: numa subida que ela não aguentou, e descemos para empurrar a bike (aproveitamos e tiramos foto!)
Paradinha para dar uma respirada e recuperar as pernas.
A Laís arregou na ladeira, mas foi guerreira no percurso!

Daí seguimos e paramos num posto para beber água e dar uma respirada, e para algumas orientações para a Laís, já que estava escurecendo e o trânsito ficando mais intenso. Seguimos tranquilas e, no final, fomos tomar açaí! Ou tomar um suco, no meu caso, já que não gosto da fruta roxinha.

O bom de tudo é que ela gostou do passeio. E combinamos de fazê-lo todos os sábados. A princípio cedinho assim, no final da tarde. Mas, com o tempo, quando tivermos mais gente e mais experiência, escolhemos outro horário. À noite, quem sabe.

MINHA BIKE
Eu falo da bike que "desenterrei" aqui em casa e hoje vou mostrá-la. Não vale falar mal, tá? É uma bike simples, mas de quadro de alumínio. Hoje ela me deixou na mão uma hora: a correia saiu do lugar. Comum? Sei lá. Eu acho é que ela está precisando de uma boa revisão mesmo. A última foi em janeiro de 2010. Tem ferrugem no guidom e os pneus estão velhinhos, com algumas rachaduras. Por isso ainda não me aventurei em nenhuma trilha. Mas, como semana que vem começo um projeto novo (aguardem!), vou revisá-la na segunda, comprar peças, o que for necessário. Inclusive o capacete, o farol, etc.

Eu sei, a parede da garagem aqui do prédio é horrorosa. Mas se concentrem na bike! 


Inclusive, o mal estado da danada me rendeu uns ferimentos de guerra na pedalada de hoje. Quando a corrente saiu do lugar, perdi o passo e machuquei a perna, na panturrilha. Depois, em algum momento perdido em minha memória, machuquei a perna na frente. Eu só não sei se o problema é a minha bike idosa ou a minha estabanação - que é GIGANTE.

Ferimento na frente...

...e ferimento atrás. Nada grave, mas lembrancinhas do dia.

Bom, foi isso. Espero que sábado que vem mais de vocês se animem a participar. Com ou sem companhia, às 16h, eu vou estar no mesmo batlocal.

;)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Pedalada das Lulus.

Uma amiga me chamou a atenção para algo interessante: as mulheres, mais do que os homens, têm medo de começar a pedalar porque não querem enfrentar o trânsito, são mais inseguras quanto à própria bicicleta quando estão há muito tempo sem andar e podem ter vergonha de pedir a um homem para acompanhá-las.

Pensando nisso, resolvi juntar um ruma de mulher para uma pedalada de leve, no final da tarde de amanhã, sábado, 14 de janeiro.

A ideia é muito simples e não tem nenhum caráter competitivo. É pra gente perder o medo mesmo e fazer uma reunião bacana de mulheres num passeio saudável e divertido.

Como brincar nunca é demais, que tal irmos de roupas cor-de-rosa?? É bom que chama mais atenção no trânsito, já que nem todo mundo tem todos os equipamentos de segurança.



Evento: Pedalada das Lulus.
Dia: 14 de janeiro de 2012.
Concentração: 16h, na lateral do semáforo da UnP da Roberto Freire, Capim Macio, Natal.
Rota: Campus universitário.

Não esqueçam de ir de luvas, capacete, verificar as pilhas do sinalizador traseiro e levar água numa mochilinha, quem não tiver o suporte da bike pra garrafinha. Quem não tiver nada disso (o ideal seria comprar ao menos o sinalizador traseiro), vá de roupa muito chamativa!


A propósito, as mais experientes que quiserem amadrinhar essas aprendizes de ciclistas aqui e acompanhar nesse passeio de leve são mais do que bem vindas!

E vamos simbora!!!

;)

domingo, 18 de dezembro de 2011

Ser ciclista em Natal: um problema para nós ou para os carros?

(Não esqueçam de votar na enquete lá embaixo!)

Bom, como prometido, vamos falar um pouco sobre a relação ciclistas x trânsito em Natal. Eu, mesmo quando estou de carro, sempre observo a reação dos ciclistas nas ruas da cidade. E dos motoristas, claro. A conclusão nunca é bacana: falta educação e respeito. Tá certo que tem muito ciclista maluco por aí - que atravessa a rua sem olhar para trás, que passa pelas esquinas sem diminuir a velocidade, que anda colado nos carros mesmo quando tem espaço de sobra na pista. Mas tem muita gente curtindo a bike de forma bacana, respeitando as sinalizações, descendo dela para atravessar faixa de pedestre (sim, faixa de pedestres é para pedestres, e ciclista só é pedestre quando está empurrando a bicicleta, não em cima dela) e entendendo que, como para os motociclistas, para-choque de bicicleta são os peitos e todo cuidado é pouco.

Pedi a algumas pessoas que me falassem um pouco sobre suas experiências ciclísticas pela cidade e recebi alguns depoimentos. Um deles foi o de um amigo que, por ser neurocientista, adotou o apelido de "Neurociclista". Ele começou a andar de bike em Natal há um ano, e se diz satisfeito com os avanços que fez. São 5km da casa dele, em Lagoa Nova até o trabalho, na UFRN. Ele conta que, no começou foi difícil, mas que é uma questão de tempo se acostumar com o trânsito. Mas com a falta de educação é difícil de se acostumar, não é mesmo? Nosso Neurociclista acha que (surpreendentemente para mim) os mais respeitosos no trânsito são os motoristas de ônibus. "Em várias situações eles pararam para que eu passasse. Porém, motoristas em carros grandes e importados sempre avançam, e não respeitam a regra de manter 1,5 m de distância das bicicletas", ele diz. O Neurociclista não só se acostumou como se superou nas pedaladas. O Facebook me contou que ele foi até a Praia de Pipa pela orla e tem até foto de percurso num vulcão da Itália! Será verdade, seu cientista ciclista? 

Olha aí, roubei a foto do percurso do vulcão Vesúvio, feito pelo nosso colaborador. Massa, não??

Mas nem tudo são flores. Por causa de um motorista desatento que dirigia enquanto falava ao celular, nosso amigo foi ao chão e se machucou. No Facebook ele conta: "Lanterna anterior quebrada, cotovelo esquerdo todo arranhado, grande escoriação na coxa esquerda e joelhos estropiados. Motivo: Motorista atendendo celular e dirigindo, quase me atropelou e por isso acabei indo ao chão. Uma semana sem andar de bike". Ele diz que, depois disso, passou a filmar todos os percursos que faz, o que o rendeu até fama nas ruas: “além de estar registrando uma Natal diferente, a câmara intimida os motoristas. Muita coisa engraçada aconteceu, teve até um dia em que uma moto passou devagarzinho e a pessoa que estava na carona gritou: “Ei homi do GOOGLE, filma eu!”.

Eu confesso que, quando saio de bicicleta aqui de casa, tenho medo dos motoristas do meu próprio bairro. Parece que quanto mais grana as pessoas têm, menos educação elas conseguem colocar em prática. O ego é grande e todo mundo se acha dono da rua. Fica o alerta: a regra diz que é obrigatória a distância de 1,5 m entre um carro e um ciclista. Um espaço razoável, e não custa nada tentar respeitar. Segurança para quem pedala e, olha que legal, status e pontos positivos para quem dirige! 


DICA DO DIA
Nosso Neurociclista avisa: participar das pedaladas e encontros de ciclistas da sua cidade podem ser muito útil para pegar dicas, trocar experiências e entender um pouco mais do funcionamento do trânsito do lugar sob o ponto de vista dos pedais. Normalmente esses grupos se organizam pelas redes sociais, ou através de alguma Ong ou mesmo loja de bikes. Descubra onde estão os encontros pertos de você e participe! No mínimo você sai de lá com mais conhecido para dividir percursos e experiências. 
Aqui em Natal esses encontros acontecem vários dias na semana. Consegui informação sobre alguns, veja só:

  • ROTA DO SOL – em frente ao posto Texaco, próximo ao Frasqueirão: vários grupos se misturam e saem juntos. Encontros às terças e quintas, saídas entre as 19h e 20h.
  • PRAÇA AUGUSTO LEITE – em Tirol. Grupo da Bikesport sai às quartas, às 20h.
  • BIKE AVENTURA – grupo da loja homônima. Encontros às quartas, na própria loja que fica aqui, às 20h.


Finalmente, o diário.

O TERCEIRO DIA – Devo admitir que joguei a toalha. Acordei na sexta-feira com o joelho doendo bastante. Quando doem as pernas, os braços, o bumbum, eu nem ligo. Faço o esforço e vou. Mas o joelho é complicado, porque machuquei os dois jogando vôlei na adolescência. Preferi não arriscar. Fica o descanso e, nesta segunda, a retomada!

Obrigada pela visita.

;)