Olá!
Começando blog novo para suprir a necessidade de escrever desse final de ano e aproveitando um tema que tem andado muito em voga nos últimos meses em Natal: ser ciclista.
Em julho deste ano eu me aventurei em pegar uma bicicleta que estava parada há anos lá em casa e começar a pedalar. Nos primeiros dias, cansaço, dores nas pernas. Mas, duas semanas depois, já tinha passado de 5 para 9km por dia. Daí para frente, só sucesso. Cheguei aos 18km diários no pedal.
Mas tudo isso em terreno plano, poucas subidas e descidas. O objetivo era ir Rota do Sol adentro. Nunca cumprido, já que em setembro cancelei as pedaladas por motivos bem pessoais.
Mas, sem carro e morando a 3km do trabalho novo, resolvi recuperar a magrela. Ontem foi o primeiro dia que arrisquei colocar a mochila nas costas e encarar o banho na agência, antes do trabalho.
Basicamente, cumpri as minhas expectativas e, acho, supreendi alguns colegas que não colocaram muita fé na minha nova empreitada. Mas, ó, todo mundo gostou! Isso incentiva, né?
O PRIMEIRO DIA - Veste a roupa de malha, coloca a mochila com o mundo inteiro nas costas. Meu pai (sempre querido e pro-ativo) fez a gentileza de encher os pneus mega murchos da bike cedinho da manhã. O porteiro tomou um susto quando me viu pedindo para abrir o portão às 7h30 em cima da bicicleta! Ah, adoro causar essas caras de "hein?". rs. Vamos embora! E, ops! Primeira surpresa: o freio traseiro não estava funcionando. Se faz de doida e vai assim mesmo...
Já no 3º quarteirão, uma ladeira. Pequena. Mas, uma ladeira. Perna queima, sol queima, suor. Pensamento positivo: "vamos, vamos, é só essa, o resto é descida". Fui. E cheguei na agência rapidinho, 15 minutos. Posts no tuiter, foursquare e Facebook provocaram uma onda de reações positivas. E, eu, ao mesmo tempo orgulhosa e envergonhada: um misto de "oba! consegui" com "putz, são só 3km!".Passou-se o dia e no final da tarde começou a me dar um frio na barriga. Tinha a volta, né? E, lembram das descidas? Elas viram subidas no caminho de casa! (A minha felicidade é que Alexandre, o 'faz-tudo' aqui da empresa, deu um jeitinho no freio traseiro e lubrificou a corrente da bike, pra eu não morrer no caminho de volta). E aí já veio o primeiro contato educado com os motoristas de Natal. Fui atravessar uma rua e ouvi o motorista acelerar ainda mais atrás de mim. Passou e soltou um "corre, coisa!". Educado, não? E muito gentil da parte dele também. Fiquei super feliz em lembrar que agora não sou nem carro nem pedestre de novo. Parece que ciclistas em Natal são tidos como objetos de locomoção não identificados, e não vale a pena se dar ao trabalho por eles. Enfim. Trinta e seis minutos de esforço (foi difícil, juro!) e estava em casa. Sã e salva.
Amanhã conto de hoje.
Ah, respondam à enquete aí de baixo: você já tentou ser ciclista em Natal?
E divulguem o blog. Aos poucos, podemos fazer disso aqui um espaço para discussões e troca de experiências. Procuro colaboradores, viu?
;)